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Andava preocupado, fiquei quinze dias sem dormir, afinal, o que as meninas que aderiram à moda fariam com suas franjas, verdadeiros e enormes ‘bigodes de testa’ inspirados na malvada Sílvia, personagem de Aline Morais na novela ‘Duas Caras’ da Rede Globo?
Minha agonia só foi dissipada com a chegada da novela seguinte, ‘A Favorita’, pois, na personagem Alicia, de Thaís Araújo, os bigo.., quer dizer, franjas, estão sãs e salvas e continuarão lindas e volumosas nas testas das milhares de brasileiras que se encantaram pelas madeixas das
personagens más...
O fato é que tudo estaria bem e lindo se a maioria absoluta das meninas que copiaram as benditas franjas contassem ou com os cabelos já naturalmente lisos da Aline Moraes, ou com toda a equipe de cabeleireiros da poderosa Rede Globo de Televisão, que cuidadosamente puseram abaixo os cachos e o belíssimo ‘Black-Power’ que Thaís Araújo ostentava até bem pouco tempo. Aqui no 'mundo real', valendo-se do financiamento de 12 parcelas no carnê das 'Lojas Insinuante',muitas garotas adquirem suas próprias ‘chapinhas, pranchas e todo tipo de apetrecho’, construindo elas mesmas suas esculturas na testa... O problema é QUANDO CHOVE!
Recentemente, durante as festividades juninas da minha cidade, não foram poucas as garotas que logo cedo, quando cheguei ao forró, estavam lá, belas e felizes ostentando seus franjões, alguns dos quais não davam uma volta, cobrindo quase os seus olhos, mas que depois de umas duas trombas d’água enviadas do céu por São Pedro, ficaram parecidíssimos com franjas de poodle quando sai da tosa: beeeeeeeem encaracoladinho, ‘tuim, tuim’, mesmo, mas nada que uma nova chapinha não
resolvesse!
Dan
dandanival.dias@gmail.com (mail)
daniborozinho@hotmail.com (msn)
www.camacarinoticias.com.br/danival (coluna)

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Em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, libertando os negros escravizados no Brasil, último país do mundo a acabar com o trabalho escravo, sem, contudo, garantir-lhes as condições mínimas de sobrevivência e igualdade de fato entre a sociedade dominante da época.
Foram mais de 300 anos de escravidão e como estamos a apenas 120 da abolição, existe aí um déficit de pelo menos 180 anos e que o poder público tem sim a obrigação de promover ações afirmativas de igualdade com a manutenção da política de cotas nos diversos segmentos visando a reparação, afinal, se durante 300 anos ter a cor da pele preta foi motivo de exclusão, por que hoje não ser de o de inserção?
Tem-se uma notória e registrada dívida histórica com o povo negro, mas não queremos pagá-la, pois, o perverso, maldito e doentio preconceito, explícito ou não, está tatuado na alma do nosso povo, seja qual for a classe social, como demonstrado nas recentes declarações insanas do coordenador da Faculdade de Medicina da UFBA, que atribuiu à política de cotas a reprovação do curso na avaliação do MEC, sugerindo inclusive que negros e baianos são desprovidos de inteligência!
O caso do professor não é isolado, mais gente do que se imagina, em nosso miscigenado país, pensa igual a ele e discriminam no olhar, no falar, no gesto e em tudo mais que os satisfaçam na tentativa de rebaixarem quem tem a cor da pele preta, à suposta condição de ‘inferior’.
Nunca sofri preconceito declarado por ser negro, mas sou observador e é claro que já me olharam de lado nas ‘alamedas das grifes’ dos shoppings, em restaurantes, blitzes policiais (estas, para eu que sou motociclista, costumam ser cruéis), cinemas, lojas de departamento, bancos (as portas giratórias dos bancos dão um capítulo inteiro de um livro) e até, pasmem, em órgãos públicos.
Em Salvador, cuja população predominante é negra, os eventos são veladamente segregados, existe uma barreira social e consequentemente racial que determina ‘lugares de preto e os lugares de branco’. Estive recentemente na gravação do DVD de uma grande banda de axé no Parque de Exposições da capital baiana e pensei que estivesse na belíssima Florianópolis, dada a quantidade de pessoas da pele clara e de cabelos lisos! Os blocos de carnaval são como um verdadeiro apartheid nos moldes do que acontecia até bem pouco tempo na África do Sul, com os brancos se divertindo enquanto os pretos carregam as cordas, abrindo caminho entre as mais de duas milhões de pessoas do lado de fora. E qual a origem disso tudo? Os bolsões de pobreza de hoje, formados quase que em sua totalidade pelo povo negro, originaram-se da falta de políticas públicas lá atrás, há 120 anos atrás, para ser mais específico, quando os negros foram jogados à sua própria sorte.
Como não se assustar e se indignar com a forma como ainda se trata a religião e cultura africana neste país? A Constituição Federal garante liberdade de reunião para fins pacíficos e liberdade de culto, o que infelizmente não impede que adeptos do candomblé, religião de matriz africana trazida pelos escravos, sejam perseguidos por alguns religiosos intolerantes, fatos estes que me remetem à época das ‘inquisições’, quando as pessoas eram queimadas vivas por conta de uma loucura religiosa coletiva.
Apesar de considerar muitíssimo importante, (ainda) não possuo religião definida, respeito todas e tenho grandes amigos em todas elas, todas mesmo! Faço minhas orações, creio em Deus e como fui criado numa família cristã (alguns católicos, alguns protestantes) acredito em Jesus como salvador do universo.
O fato é que por conta de não seguir nenhuma doutrina religiosa específica, me sinto a vontade, por exemplo, para poder usar um escapulário católico que ganhei de presente, acender um incenso de jasmim, ler uma bíblia cristã protestante e ter no quarto uma imagem de Santa Bárbara, também presente. Tudo normal, tudo tranqüilo, mas quando uso uma das três camisas que possuo com estampas inspiradas no candomblé, até o ‘sinal da cruz’, feito por uma senhorinha eu já recebi! Só faltou ela dizer ‘vai de retro’! O mesmo não ocorre, por exemplo, quando visto uma das duas camisas com motivos ‘indianos’, com imagens e estampas de deuses indianos e hindus e que todos estão aí usando sem o menor constrangimento ou reprovação, sejam de que religião for.
120 anos depois, continuamos doentes! Basta acordarmos pela manhã para ‘respirarmos, comermos ou bebermos algum tipo ódio ou discriminação’, ou com a cor da pele de fulano, que paga suas contas, ou com a religião de beltrano, que você jamais deu sequer um bom dia, ou ainda com o que cicrano, que nem lhe conhece, faz com seu companheiro ou companheira na intimidade de seu lar...
Danival Dias
daniborozinho@hotmail.com (msn)
danival.dias@gmail.com (mail)

Quando do ato da nossa concepção, não podemos decidir de onde vamos ser, e dessa forma eu poderia ter nascido no Rio de Janeiro, Roma, Tókio, Campina Grande...
Mas sem querer desmerecer os nativos das cidades que citei e nem das outras 416 que configuram o nosso amado Estado da Bahia, tive a satisfação, o orgulho e a honra de ter nascido na verdadeira “cidade mãe”, porque ela acolhe a todos que vêm aqui em busca de seu sustento!
Nasci em CAMAÇARI, minha terra, meu canto, minha referência, cidade que amo... E mesmo se um dia eu não viver mais aqui, CAMAÇARI, irá comigo para onde quer que eu vá, em meu coração...
Danival
daniborozinho@hotmail.com (msn)
danival.dias@gmail.com (mail)

Sou motociclista. Por esse motivo muitos de meus amigos vivem preocupados comigo. Essa preocupação é natural, mas para eu que ando devagar, visto que dificilmente passo dos 80 km a bordo da minha Honda 125, a quem chamo carinhosamente de “La Poderosa”, o que realmente me deixa preocupado - e com medo - são as estatísticas e a imprudência alheia, já que sou bastante cuidadoso no trânsito. O IBGE divulgou em estudo recente que 66% dos acidentes de trânsito entre jovens são motivados pelo excesso de velocidade, outra da Universidade de São Paulo afirma que 55% dos envolvidos em acidentes com vítima estavam alcoolizados.
Como podemos perceber, pilotar e dirigir têm deixado de ser seguro dado à imprudência de motoristas e motociclistas, quer seja pelo excesso de velocidade, quer seja pelo consumo de álcool ou qualquer outro tipo de droga.
Sou testemunha de que alguns até fazem questão de realizarem ultrapassagens desnecessárias, "tirando fino" de outros veículos (principalmente de motos) somente para sadicamente “divertirem-se”. Muitos não têm consciência de que um veículo mal conduzido, seja moto ou carro, transforma-se numa arma extremamente letal.
O trânsito no Brasil já matou mais que muitas das infelizes guerras espalhadas pelo mundo e nós não colaboramos para que isso acabe, muito pelo contrário. Outro dia mesmo mesmo vi um garoto de no máximo 12 anos conduzindo um Cross Fox, em pleno estacionamento de um grande shopping da capital baiana, certamente até a pedido do pai ou da mãe. E se aquele garoto atropela e mata um pedestre? E se ele bate num pilar de concreto e morre?
Educação para o trânsito deveria ser matéria escolar, do ensino fundamental ao pós-doutorado. Veículo deveria sair de fábrica com o velocímetro marcando no máximo 60 km/h. Gosto muito de uma placa de trânsito que localizada na estrada que diz: "A velocidade que empolga, é a mesma que mata". Certamente muitos dos que passam por lá, jamais a leram porque estavam rápidos demais.
Dan
daniborozinho@hotmail.com (msn)
danival.dias@gmail.com (mail)
